Nesta época do ano, os olhos podem ficar mais sensíveis à luz por causa do ressecamento de sua superfície, que é comum no inverno. Essa condição, por sua vez, favorece a ocorrência de micro ferimentos na córnea, chamados de ceratites, que podem ser tratados com o uso de colírios lubrificantes.

Ou seja, na estação mais fria do ano, a fotofobia pode ser um alerta para a necessidade de reforçar a lubrificação.
No entanto, a fotofobia também pode ocorrer de forma idiopática, ou seja, espontânea, sem razão aparente. Indivíduos de olhos claros e pupilas maiores, por exemplo, costumam ser mais sensíveis à luz.


Outros fatores capazes de provocar fotofobia são conjuntivites alérgicas, úlceras , certos tipos de medicamentos, machucados e outras alterações na córnea, como o ceratocone, uma doença que altera o formato e a espessura da córnea. Por isso, na dúvida, é bom consultar um oftalmologista para investigar as causas do desconforto. Especialmente se ele for intenso ou vier acompanhado de embaçamento visual.


Com a realização do exame de biomicroscopia na lâmpada de fenda– uma análise por meio de um aparelho que une microscópio e iluminação–é possível verificar se os olhos apresentam sinais de inflamação e iniciar o tratamento adequado.


O uso de óculos escuros e a diminuição da luminosidade do computador também são alternativas para minimizar o incômodo. Por fim, vale ressaltar que, nem sempre, a origem da fotofobia está nos olhos.

 

Fonte: Portal da Oftalmologia